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Nunca foi tão fácil ser publicitário.

agosto 23, 2009

É isso mesmo. Nunca foi tão fácil ser publicitário. Me parece que o pessoal perdeu o zelo pelo bom trabalho. Não tô falando de ninguém em específico, mas sim das peças que vejo. Poucos têm a ânsia escrota de produzir algo foda, de não deixar “i” nenhum sem pingo.

Isso acaba por influir na maneira dos estudantes de Publicidade pensarem. Sinceramente? Acho que estudante de publicidade é a espécie animal mais preguiçosa e topetuda que existe. Negada tem todas as ferramentas mas fica coçando o toba, pra depois cheirar, numa infindável tentativa de pegar oxiurose pelas narinas. Eles não têm ideia do arrependimento que terão daqui a alguns anos.

E quando eu digo que nunca foi tão fácil ser publicitário, quero dizer que as coisas não andam bem. Quem é ruim não tenta ser bom. Quem é bom não tenta ser foda, e por aí vai. As pessoas que lêem este post agora podem ter uma certeza: se neste exato momento vocês botarem na cabeça que precisam se esforçar pra crescer, já estarão na frente da grande maioria, daqueles 80% que teimam em acreditar que pertencem a esse meio.

A minha visão é que esforço é meio caminho andando nessa profissão. Peguem Ogilvy, Luke Sullivan e David Droga como exemplos. Todos tinham mentes privilegiadas e, exatamente por este motivo, não se davam ao luxo de fazer pouca bosta.

Independente da área, a questão é se dedicar de modo a estruturar o senso crítico e alimentar a mente. Informação é o pré-requisito de todo publicitário. Apenas o prazo deve ser o fator limitante. Assim como o André Matarazzo, CEO da gringo, eu tendo a acreditar que nossa profissão é uma das mais meritocráticas, isto é, não há desculpas para ficar parado.

Talvez vocë esteja pensando: quem esse maluco tá pensando que é pra falar essas coisas? Eu realmente não sou nada. Ainda não. E por isso deixo em aberto: ou tem algo muito errado com nossa profissão, mais especificamente com nossos profissionais, ou eu sou estupidamente míope e vejo estrume onde não há.

Por pessoas e para pessoas

janeiro 11, 2009

Alô você, perspicaz leitor. Respondo pelas denominações de Gustavo, Gustavo Henrique, Gustavus Henriquis, GH, Geagá, George Harrison, Guitar Hero, G8 e quaisquer outras de que não me recordo  no momento, e sou o novo membro do elenco, da equipe, da família do Café com Coca.  Procurarei dar meu parecer sobre planejamento em meus posts, mas sem deixar de lado os pitacos sobre criação, marketing e adjacentes.

Geralmente quando iniciamos algo, procuramos passar uma mensagem positiva, que dê um recado do que está por vir, que inspire mudanças, e não há  época melhor para tal que o início do ano, especialmente de um ano tão crucial como 2009. Então aproveito minha estréia (não adotarei a reforma gramatical até a data limite de 2012) para abordar a campanha que a Unilever preparou para o ano.

Pessoalmente, não me lembro de nenhuma campanha institucional recente da Unilever. Mas a estratégia de comunicação da gigante tem apresentado mudanças gradativas nos últimos anos, e a Unilever passou a assinar as campanhas de suas marcas, visando aproximar-se do público e permitindo que este reconheça seu portfólio, mesmo que timidamente. Esse planejamento estratégico dá um belo salto com a nova campanha da marca, criada pela Ogilvy Brasil.

Em uma série de filmes muito bem produzidos, a Unilever aborda temas como auto-estima, trabalho comunitário e potencial humano de maneira madura e inteligente, de forma que “nem parece propaganda”, indicando qual será seu posicionamento daqui para frente. Com desenvolvimento sustentável e responsabilidade social sendo encarados cada vez menos como estratégia de marketing e mais como parte da cultura corporativa, espere ver tais assuntos refletidos no posicionamento e na comunicação de grandes empresas. Especialmente como resposta aos ventos que a crise econômica mundial tem soprado.

A campanha ainda explora os elementos do logo da Unilever, que vai sendo montado por pessoas normais como eu e você. Pessoas normais que acreditam na beleza real assim como Dove, que aprenderam com Omo que se sujar faz bem, e que participam do pograma Esporte Cidadão da Unilever. Entendeu a sacada? É nela que mora o charme da campanha, ao meu ver.

Fonte: Brainstorm#9

Bolão do Burger King

outubro 8, 2008

Pra quem não sabe ainda, as propagandas do Burger King no Brasil não serão mais criadas pela MPM, e sim por uma das 5 agências que estão participando da concorrência promovida pela rede de fast-food.

Segundo publicado pela Meio&Mensagem no dia 29 de setembro, a agência Fábrica foi incluída no jogo, competindo com a SantaClaraNitro, Ogilvy, Fala e Centoeseis.

O gerente de marketing do BK para o Brasil, Afonso Braga, quer algo mais ousado, semelhante ao que a Crispin Porter + Bugusky faz fora, no Brasil também; ao invés de propaganda tradicional.

A pergunta é: quem vocês acham que vai pegar os 6 milhões de reais do rival do McDonald’s?

Eu aposto na SantaClaraNitro. Se é algo mais CP+B, acho que a solução vem de lá…
E você?