O anunciante e o User Generated Content – Parte 1

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Logo quando a web 2.0 entrou no radar de anunciantes, agências, coolhunters, especialistas e afins como uma ferramenta do mix de comunicação, o User Generated Content imediatamente saltou aos olhos desse povo todo. A idéia, basicamente, é de que há pessoas falando da minha marca, promovendo e defendendo-a, e o melhor: de graça! Mas isso é o máximo! Só preciso de mais pessoas falando mais, e de uma rentabilizar isso.

Naturalmente, o ímpeto imediatista e o foco em curto prazo dos anunciantes rapidamente saturaram as mídias sociais, tanto em termos de canais de comunicação quanto de usuários. Algo que funciona muito bem como uma maneira de se relacionar com pessoas, aproximá-las e tê-las como influenciadoras, acabou se popularizando como uma metralhadora de concursos culturais do estilo: “Nos envie seu vídeo e peça para seus amigos irem votando. O vídeo mais votado (A) ganha um moderno aparelho celular ou (B) ganha uma geladeira de cerveja ou (C – minha favorita) será veiculado na TV como nosso próximo comercial.”

No entanto, o que ganha pouca atenção no meio é a quantidade de oportunidades que são perdidas. O último exemplo que me chamou atenção foi da IKEA – o que chega a ser uma surpresa, praticamente tudo o que a marca faz me agrada.

IKEA é uma marca de ótima imagem e aceitação no meio digital, e que sabe explorar muito bem esse meio. Recentemente, a marca lançou o IKEA Space Maker, projeto que, essencialmente, trata-se de um planejador de pequenos quartos. O usuário não somente pode montar seu quarto, mas também submeter à IKEA e, caso agrade a empresa, obter descontos em loja física. Bacana, não?

IKEA Space Maker

Talvez tivesse sido mais interessante, se o seguinte não tivesse acontecido: para concorrer na categoria Future Lions de Cannes, dois estudantes apresentaram o projeto My.IKEA, que utiliza da tecnologia de Realidade Aumentada (a própria menina dos olhos atual da publicidade) para que o prospect possa visualizar como ficariam os móveis em seu quarto, através da impressão do código gerado.

Muito embora tenha gerado buzz maior do que o próprio projeto da marca, o My.IKEA não ganhou grande atenção da empresa. E, convenhamos, seria de utilidade muito maior para o usuário. O que houve? Vista grossa, miopia, preguiça, budget apertado?

Fontes: Adivertido, Updaters

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Uma resposta to “O anunciante e o User Generated Content – Parte 1”

  1. fabs Says:

    Ta aí uma marca cool que perdeu a oportunidade de ser cooler. Esse IKEA Space Maker me parece um recorte do My.IKEA. O pessoal não teve a hombridade de pegar a campanha do Future Lions e usá-la em sua comunicação. Em vez disso, adaptaram, recortaram e fizeram com que a ideia perdesse força.

    Por isso que a Apple é a vangloriada. Ela tem os cojones pra aproveitar boas ideias que envolvam seus produtos.

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